Apaixonou-se pelas minhas palavra Quis conhecê-me, repousou em meus textos. Nutriu-se das mais belas frases Dei-te meu colorido a tua vida Eu absorvi tuas melodias Dramáticas, revoltas de sons. Entre sustenidos, Vivi minhas melhores lembranças Fazer uma omenagem a ti. Seria pouco A curiosidade aumentou, atrevido se jogou. No meu mundo incansável de palavras Eu na melodia fiquei e dancei conforme sua música Recebi suas músicas como rosas em mãos de donzelas. Recebi seu retrato e apaixonei-me de fato Não conseguia dormir e quase fugi do seu enlaço, Adormeci nos seus braços Poeta e musico, música na poetiza. Ah! Que harmonia fazemos? Que textos escreverei, com meu batom em seu corpo? E se minhas palavras um dia te envenenassem? Tenho a certeza de que mergulharia na noite Vareria o dia e a noite a sua procura E se não o achasse, Mataria-me, pegá-lo-ia nos umbrais dos pecados. Traria sua vida de volta, beijaria sua fronte. Sugaria o veneno da sua boca Para morrer das minhas do meu próprio veneno.
A noite fez descer o pano e com ele apagou o sorriso do dia... Fiquei prisioneira do meu mundo solitário... Cativa da tua lembrança... rendida à saudade... Carente do teu toque que preenche os meus vazios! Nesta ânsia de amar nem o brilho das estrelas hoje vejo... Desespero na tua ausência nesta apatia muda... Não consigo mais sonhar sozinha. És tu que me dás asas para fugir deste meu exílio.. Com esperança em cada palavra, cada gesto, cada beijo teu! Procuro-te nas memórias da minha alma sofrida e cansada... Procuro alento nas fantasias partilhadas outrora! Murmuro o teu nome para esquecer a distância... O silêncio da noite apenas me traz de volta o meu eco! Uma lágrima cai fria e insensível numa procura de salvação... Pudesse eu acreditar que foste apenas uma ilusão minha, um sonho criado para acalmar o coração até à madrugada! Assim com o nascer do sol não sentiria a tua falta... Porque simplesmente... não existirias em mim...!(Desc Autor)
Resguardo-me no silêncio fusco da noite Oculta entre palavras indizíveis E quedo-me na extensão Dos sentimentos condoídos Que me abarcam...
Cerrei a passagem ao meu peito E aos meus actos Numa atitude de percepção Da crueldade alheia E fico-me nestas razões Protectoras da sensibilidade Que me pertence secretamente.
Não mais ouvirás teu nome Gritado pela minha alma (já selada por feitiço).
Deixo-te entregue à luminosidade Do tempo que te seduz E reclino-me no desprezo A que me votaste amargamente.
Não me peças sorrisos... Dispensar-te-ia apenas os pérfidos (e morreria por dentro). Vera Sousa Silva